Se um Faísca Incomoda, dois Faíscas incomodam muito mais!

Face à situação que os trabalhadores da Autoeuropa têm vivido e a ofensiva do governo contra os trabalhadores em geral, o Povo e o País, durante o mês de Novembro O Faísca tem um número especial.

Já agora e dizer que o nosso boletim tem sofrido nos últimos tempos ferozes ataques na comunicação social regional vindos de um escriba encartado.

O Faísca agradece.

O Faísca está no bom caminho.

O Faísca sente que à medida que se. torna acarinhado pelos trabalhadores da Autoeuropa, torna-se odiado por outros, o que é natural.

O Faísca com a coragem que lhe é reconhecida, continuará na defesa intransigente dos trabalhadores.

Sobre o Acordo Autoeuropa

    Tal como afirmámos no último Faísca, a empresa em cada negociação pretende sempre acabar com direitos dos trabalhadores. Chamámos à atenção na altura aos trabalhadores que a administração queria tudo em troca de nada. De facto o resultado do acordo, actualmente e no futuro, na nossa opinião, é negativo para os trabalhadores. Estes vêem um direito reduzido substancialmente em termos remunerativos e claramente prejudicados em relação ao aumento salarial para 2 anos, perante um resultado líquido de mais de 36 milhões de euros conseguidos pela Autoeuropa em 2005.

    Tal como também afirmámos, não é da competência da C.T. negociar matérias da Contratação Colectiva. Estamos perante uma ilegalidade, por isso, é um acordo considerado nulo, que qualquer trabalhador, que assim o entenda, pode recorrer judicialmente e a C.T. sabe-o.

SOBRE O PRÉ-ACORDO

É objectivo principal de todos os representantes dos trabalhadores nas CT’s ou nos Sindicatos procurarem através da Contratação Colectiva e cadernos reivindicativos melhorar as condições de vida e de trabalho dos trabalhadores que representam, tendo em conta sempre a situação concreta da empresa.

Nestas condições procura-se sempre fazer crescer os salários, aumentar os dias de férias, aumentar o número de trabalhadores efectivos e conquistar novos direitos, etc., sendo essa a proposta aprovada pelos trabalhadores em Agosto de 2006 no Caderno Reivindicativo.