VW Autoeuropa - Os trabalhadores em defesa da reivindicação

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O director-geral da VW Autoeuropa anunciou a 24 de Novembro (ver jornal Público) que irá ser investido na fabrica durante2013 cerca de 110 milhões de €uros no sentido de «convencer o grupo alemão da capacidade portuguesa para produzir um quinto automóvel». Entretanto, e antes deste anúncio, foi já atribuído, como fatia deste investimento, 49 milhões de €uros para a Autoeuropa por parte do Ministério da Economia e Emprego (Despacho 14658/2012 de 14 de Novembro) destinados a aplicar em tecnologias de informação, automações na área da pintura e adopção de melhorias tecnológicas na área de cunhos e cortantes e com isto estando previsto a fábrica alcançar um volume de vendas de 16 mil milhões de €uros entre 2011 e 2020.
Podemos afirmar que, apesar da quebra esperada para o próximo ano em termos de produção, a empresa está desta forma em melhores condições de proceder a aumentos salariais, melhoria das condições de trabalho e manutenção dos direitos dos trabalhadores.
A empresa comunicou que pretende reduzir o pagamento do trabalho suplementar, o que representa desde já uma afronta a todos os trabalhadores e contraria por completo a própria opinião da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT/Inspecção de Trabalho). Esta atitude demonstra que a VW Autoeuropa não é assim tão diferente das outras empresas do país; É moderna em muitos aspectos mas quando toca a retirar direitos é tão velha como qualquer vulgar capitalista.
Para defender os direitos, é necessário resistir, utilizando o pré-aviso de greve ao trabalho suplementar publicado pela FIEQUIMETAL/CGTP-In e defender a reivindicação, por melhores salários e melhores condições de vida.